Pandora’s Box – 10 – Em Terra

E então desceu do navio, seguido de perto por um sorridente Troy, Morgana e o Doutor. Além deles, uns cinco tripulantes armados. Entre eles aquele jovem do cesto, chamado Rhory. Seus cabelos vermelhos e desgrenhados escondiam seus olhos um pouco medrosos. O mesmo não podia ser dito de seu colete de couro e sua calça larga que não protegiam quase nada por serem feitos de segunda mão e farrapos, como grande parte das roupas dos tripulantes. A única coisa realmente nova que ele levava consigo era sua rapieira. Uma espada comprida e fina, com a empunhadura adornada com prata brilhante era quase grande de mais para Rhory e bem incomum para os piratas, que normalmente preferiam os ‘rudes’ sabres aos floreios da rapieira.

Kyle liderava o caminho com passos rápidos e o mais silencioso que podia por entre a madeira podre do velho porto. Chegaram até o que um dia foi uma estalagem e que agora era habitada por alguns esqueletos e corpos jogados pelo chão. Temendo que tais corpos pudessem acordar, Kyle ordenou que eles ignorassem as casas e, em silêncio, e isso era uma parte importante do plano, fossem até o farol.

Conseguiram passar pelas casas da praia sem problemas e adentraram numa estrada que subia o pequeno morro até o gigantesco farol. Dali em diante, segundo o Capitão, as coisas ficariam difíceis. Ele explica que a ilha toda, que é incrivelmente grande, é um cemitério. Praticamente todo tipo de raça está por ali, bons ou ruins, mas todos tem em comum o pouco apreço por invasores e seres vivos. E eles eram, infelizmente, ambas as coisas.
Caminharam por entre lápides e árvores escuras e mortas, olhando duas vezes antes de dar o próximo passo mas estava tudo calmo.

– Está muito calmo. Até de mais. – Disse Kyle, parando e olhando para o Doutor que observava tudo, checando vez ou outra um grande livro que, de algum modo, guardava nas vestes. E ele respondeu.

– Sim, está. A essa hora já teríamos encontrado, pelo menos, uma pequena horda de zumbis ou alguns espectros.

Essas palavras, por mais consoladoras que parecessem, gelaram a espinha de Rhory e os outros tripulantes. Estavam preparados para o que viesse, mas saber o que pode vir é meio assustador. Kyle parou um pouco e pareceu cheirar o ar ao redor, olhando lentamente para todos os lados, incluindo o chão de terra batida.

– Parece que já limparam o caminho até o farol… Vamos nos apressar. Armas em punho. – Disse essa última parte para seus novatos antes de apressar-se até o farol.

E no farol, coisas estranhas aconteciam. Normalmente o Farol de Hakk é um lugar COMPLETAMENTE apinhado de seres mortos-vivos. Desde zumbis simples até coisas que não tem um nome simples o suficiente para vocês entenderem. Todos seguem as ordens do chamado “Mestre do Farol”, mas alguma coisa aconteceu e o corpo do mestre jazia inerte no chão, no topo da torre. A maioria dos monstros continuam vagando livremente por lá, mas os outros foram trancados nos inúmeros aposentos dali e, um novo “Mestre” estava sentado num trono rústico, cercado pela sua tripulação, sorrindo.

Já no Maelstrom, Trif e Firk se divertiam fazendo poses sentados na poltrona do capitão, mandando ordens ridículas para os outros, fazendo-os rir e amenizando o clima frio que parecia aumentar ao redor deles.

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