Pandora’s Box – 8 – Intimidação

Um dia inteiro havia se passado depois do discurso inflamado e da pequena demonstração de poder. Kyle estava novamente na sua poltrona, mais relaxado, enquanto Morgana conduzia o navio aproveitando o bom vento a favor. E os novatos que estavam aptos limpavam o convés. Ele também havia explicado o motivo de tacarem fogo nos inimigos, soltando aquela maldita fumaça mal cheirosa que havia seguido o navio junto do vento: essa mesma fumaça afastava qualquer outro monstro que pudesse ataca-los no caminho. Bem, não todos os monstros, mas já era de grande ajuda.

O Capitão comia um pedaço grande de carne, despreocupado, até que um de seus tripulantes, um dos mais jovens, gritou lá de cima do cesto do mastro.

– Capitão! Um navio com uma bandeira pirata se aproxima!

Isso foi o suficiente para agitar a tripulação mais nova e Trif e Firk, que vieram correndo de seus aposentos já com bananas de dinamite em mãos. Kyle, por sua vez, chamou Troy, o bardo, e sussurrou algo para ele que prontamente sorriu e saiu.

O navio que se aproximava do Maelstrom ostentava uma bandeira preta com uma caveira empalada por uma lança. Seus tripulantes eram, em sua maioria, humanos, que voltavam de algum saque qualquer. Alinharam os navios e um deles se aproximou, falando alto.

– Águas perigosas, essas, pra um navio com tão pouca gente. – Sorriu de lado, sendo seguido pelos seus companheiros que riam.

– Eu digo o mesmo. – Respondeu Kyle, se levantando mas dando mais atenção para sua carne que para os outros piratas – Nunca se sabe o que pode acontecer com um navio descuidado, não é mesmo?

Terminou de falar e lambeu os dedos, jogando o osso para dentro do outro navio, causando um pequeno rebuliço. Porém, antes que qualquer um pudesse fazer qualquer outra coisa, Troy apareceu caminhando no convés do navio inimigo, vindo de dentro dele. Tocava uma música calma porém complexa. O mais interessante era que o ar a sua volta parecia meio “pesado”, como se a música criasse uma neblina… Porque era exatamente isso que ela estava fazendo.

– Bem, todos dentro do navio estão desmaiados. Só faltam esses aqui de cima, Capitão. – Disse Troy com um sorriso, sentando-se na “borda” do navio inimigo, atrás daqueles que ‘conversavam’ com Kyle.

Todos ali começaram a suar frio e abaixaram suas armas devagar, abrindo um sorriso em Morgana.

– Bem, passem seus mantimentos pra cá e podem ir. – Ordenou Kyle, voltando a se sentar na sua poltrona, mais sério dessa vez. E obedeceram. Os homens que ainda estavam acordados passaram seus mantimentos para o Maelstrom e, assim que terminaram, partiram com pressa em direção ao porto.

– Bem, eu não esperava por comida de graça, mas não estou reclamando. – Disse Morgana, enquanto Troy se aproximava dela e do Capitão.

– Não achei nada muito estranho, capitão; Só que havia um caixão feito meio que as pressas dentro do navio, mas não havia corpo algum. Era um caixão para uma pessoa bem alta, tipo o Lynch. Fora isso, nada útil. – Reportou o Bardo. – Ah sim! A tripulação parecia bem assustada e cansada, e não foi por minha culpa.

– Humm… ok, eu tenho mais ou menos uma ideia do que foi que aconteceu. Obrigado Troy.

Ele se retirou e deixou Morgana e Kyle se entre-olhando com pensamentos profundos.

-… O que foi, Kyle? Você acha que estão roubando c-

Foi interrompida pelo capitão

– Rum. Eu acho que preciso de rum. É basicamente isso, não se preocupe agora… ainda temos uns… 3 dias de navegação.

Anúncios

Um comentário sobre “Pandora’s Box – 8 – Intimidação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s