Noite

A noite despertou, em sua imensa escuridão.
Levantou-se sonolenta e devagar. Na verdade, nem queria se levantar, mas tinha obrigações a cumprir.
Com a boca, encheu a lua no céu, mas tamanha a sua preguiça, a deixou pela metade, decidiu que seria uma meia-lua esta noite. Pegou a tinta branca e começou a encher o céu de estrelas. Disto ela gostava. Pintou várias, fez constelações e, no auge da sua inspiração, fez uma estrela cadente. Olhou ao redor. Exagerou nas estrelas, resolveu apagar um pouco delas.
Trabalho pronto, começou a dar voltas lentas pelo mundo e a escurecê-lo aos poucos. Via os campos sendo escurecidos, as montanhas, o mar, as cidades. Encantava-se que conforme ia passando, milhares de pontinhos de luz se acendiam nas cidades. E esses pontinhos a noite chamava de estrelas invertidas, ela não tinha como manipulá-las. Era um caos, mas era divertido.
As estradas eram cheias de estrelas cadentes que iam e vinham em várias direções. Até que em determinado momento elas iam, aos poucos, cessando, até que todos (ou quase todos) dormissem, as estrelas invertidas se apagassem e só restasse a escuridão e o silêncio.
E quando a vida voltava a surgir nas ruas, ela sabia que estava quase no horário de partir, até que, por fim, cedesse lugar ao dia.
—-
Era o desafio que o Nahuel aka @shadowndc tinha proposto, mas faltou inspiração, hahaha.
E eu desafio o Gilgamesh a escrever sobre o tema “pudim”.
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