O Dia Que Vi Woody Allen Andando de Bicicleta

Não era o próprio, mas se parecia. E muito.
Foi esses, ele chegava no local onde trabalho que, por se tratar de uma repartição pública, várias seriam as coisas que ali ele poderia estar ali para fazer. Estava eu ali, sentado ao cordão da calçada numa fria manhã de garoa fina, esperando passar o tempo, já que acabei não tendo serviço por conta de umas eventualidades que surgiram, veio ele pedalando sua bicicleta e, ao chegar próximo do cordão da calçada, desceu e foi empurrando ela até o lugar destinado a ficarem as bicicletas, passou o cadeado na mesma e entrou no prédio. Não o vi mais depois disso.
Fiquei pensando na incrível semelhança, e ao mesmo tempo, este Senhor (de seus 45~52 anos, suponho) não saber ser sósia de alguém conhecido, talvez nunca tenha ouvido falar de tal. Que histórias talvez tivesse ele pra contar, falar de como encara a vida, dos problemas que lhes aflige, as alegrias e tristezas de uma vida de alegrias ou tristezas, que razão o fez sair de casa naquela fria manhã de quinta-feira. Será que ele era fã de cinema? Que músicas embalavam a vida do sujeito? Eu nunca saberia. Nunca mesmo.
Muito disso pode ser delírio da minha parte, divagaçãoes que talvez não cheguem a lugar algum, mas passei o dia com isso em mente, uma vontade de deixar isso de alguma forma registrado em algum lugar que fosse, um diário, uma agenda (que há meses não escrevo nela) mas porque não expandir com o mundo isto que aconteceu?

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